Laura

um portfólio em cinco cenas

escrito por
Laura Carneval

contatovianalaura@gmail.com
Recife, Pernambuco
escolha como
a história segue

1Int. mesa de trabalho — madrugada1

Uma xícara de café esfriando. Três abas abertas: uma reportagem pela metade, um roteiro no segundo tratamento e um terminal piscando.

LAURA (30s, olheiras de fechamento) encara a tela. Precisa decidir o que fazer agora.

revisão azul

2Int. redação — dia2

Telefones tocando. LAURA apura, checa e escreve. Sobre a mesa, as reportagens de que mais se orgulha.

Corta para:

revisão rosa

3Int. sala de roteiristas — noite3

Post-its na parede formam uma linha do tempo que só LAURA entende.

Corta para:

revisão amarela

4Int. terminal — madrugada4

A tela brilha. LAURA descreve uma ideia em português e ela vira código. Nem sempre de primeira.

Laura

Eu escrevo histórias. Agora elas também podem ter botões.

Corta para:

revisão verde jogue antes
de ir embora

5Int. fechamento da edição — 23h585

Faltam segundos para a matéria ir ao ar. Há erros no texto. Só você pode salvar a edição.

Erros corrigidos: 0/0 Tempo: 40s

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Corta para:

6Ext. café da esquina — fim de tarde6

Entra LAURA (25), jornalista há 4 anos e roteirista por teimosia. Já passou por veículos e produtoras. Hoje mistura apuração, narrativa e código para contar histórias que também podem ser jogadas.

Senta. Olha direto para a câmera.

Laura

(sorrindo)

Tem uma história para contar, um roteiro para destravar ou um jogo para inventar? Me escreve.

Fade out.

CENA PÓS-CRÉDITOS

Você rolou até aqui. LAURA fica sem graça, mas agradece.

Jornalista e Roteirista Profissional

Recife, PE · +55 (81) 98117-7250 · contatovianalaura@gmail.com

Perfil profissional

Jornalista e roteirista com especialização em storytelling criativo, desenvolvimento de roteiros para múltiplas mídias e produção de conteúdo digital. Experiência sólida em comunicação escrita e audiovisual, com capacidade de criar narrativas envolventes e adaptadas a diferentes plataformas. Atua como Gestora de Tráfego Pago e de Projetos na E3 Digital, responsável pelo planejamento estratégico, execução, otimização de campanhas digitais e coordenação de demandas, prazos e entregas, com foco em performance, organização e resultados mensuráveis.

Experiência profissional

Creative Copywriter

E3 Digital, 2026.1

  • Criação de copys persuasivas e de alto impacto para redes sociais, sites, anúncios e campanhas digitais, focando na conversão e no engajamento do público.
  • Roteirização de conteúdos para o ecossistema de vídeos da empresa, transformando estratégias de comunicação em narrativas audiovisuais fluidas.
  • Colaboração ativa com as equipes de estratégia, marketing e design para transformar briefings complexos em entregas criativas eficientes.

Gestora de Projeto

E3 Digital, 2025.2 – 2026.1

  • Criação, validação e otimização de copys, criativos e roteiros orientados a performance.
  • Interface entre cliente e equipe interna, traduzindo objetivos comerciais em ações claras.
  • Gestão de cronogramas, prioridades e entregas de projetos.

Gestora de Tráfego

E3 Digital, 2025.1 – 2025.2

  • Estratégia de tráfego pago com foco em geração de leads e conversão.
  • Acompanhamento de métricas, KPIs e resultados, com ajustes contínuos em campanhas.

Social Media

Armário Florido, 2023.1 – 2023.2

  • Criação de legendas criativas e roteiros para vídeos promocionais.
  • Edição de vídeos e desenvolvimento de estratégias para engajamento digital.

Produtora de Conteúdo

Rádio Liberdade, 2022.1 – 2022.2

  • Produção de notas, matérias e conteúdo gravado para rádio.
  • Captura e edição de áudio para peças jornalísticas.

Editora de Vídeo

Produtora Vertigo, 2021.1 – 2021.2

  • Roteirização e edição de projetos audiovisuais.
  • Suporte na organização e execução de gravações.

Projetos destacados

Reportagem: Valorant – A Influência dos Esportes Eletrônicos (2022)

  • Pesquisa e desenvolvimento do conceito, abordando impacto social, econômico e cultural dos e-sports.
  • Responsável pela roteirização, planejamento e organização do conteúdo visual e entrevistas.

Formação acadêmica

Graduação em Jornalismo

Asces-Unita, 2019 – 2022

Curso Profissional Roteirista

EBAC, 2023 – 2025

Cursos complementares

  • História & Roteiro: Curso completo de roteiro e storytelling.
  • Copyquepariu: Open Your Head.

Habilidades técnicas

  • Escrita Criativa e Copywriting
  • Roteiro para TV, Cinema e Animação
  • Comunicação Oral e Escrita
  • Edição de Vídeo
  • Gestão de Tráfego Pago (Meta Ads)
  • Gestão de Projetos
  • Criação de Conteúdo Digital
  • Gestão de Redes Sociais
  • Jornalismo Digital
  • Análise de Métricas e KPIs
  • Produção Audiovisual

TEODORO costumava ser um diretor centrado e criativo, levando suas ideias para programas de TV e filmes ambientados em sua cidade natal, Recife. Após flagrar sua esposa o traindo com um diretor renomado de cinema, e perder a cabeça mandando o indivíduo ao hospital, ele vê as oportunidades e portas se fecharem. Agora, desolado, sem grana e sem oportunidades, ele leva sua vida fazendo bicos para artistas iniciantes, dirigindo clipes de baixo orçamento.

1

ARGUMENTO:

ATO 1

2004:

ARTHUR e AMANDA se conheceram de um jeito bem peculiar. Durante uma Festa Junina, Arthur esbarra acidentalmente na garota, derrubando o refrigerante que estava em suas mãos. Envergonhado, ele pede desculpas e se oferece para compensá-la, prometendo ganhar um prêmio na “boca do palhaço”. No entanto, as coisas não saem como esperado: Arthur erra os dois primeiros arremessos e resta apenas uma bolinha para cumprir sua promessa. A tensão é tão grande que parece que o tempo para por um segundo! Mas, no último arremesso, ele acerta em cheio na boca do palhaço e ganha um urso de pelúcia para presentear Amanda. Ela fica tão impressionada que decide dar seu número de telefone ao rapaz… e esse número de telefone se transforma numa história de amor…

Ao som de uma trilha romântica, Arthur e Amanda se beijam pela primeira vez, e conforme o tempo passa, eles vivem todos os momentos açucarados do amor: passeios de mãos dadas no parque, maratona de filmes abraçadinhos no sofá, ligações carinhosas durante o dia, louças lavadas lado-a-lado, brincadeiras na cama, e até uma dança desajeitada pela sala num daqueles momentos espontâneos de felicidade.

2024:

Porém, aos poucos a trilha romântica vai desafinando, assim como o relacionamento vai perdendo as suas notas: se antes, os dois assistiam abraçados no sofá, agora é cada um no seu canto, mexendo no celular. A louça lavada lado-a-lado vira uma discussão por quem deixou o prato com restos de comida dentro da pia. A ligação carinhosa vira uma mensagem fria repleta de cobranças, e as brincadeiras na cama cedem lugar a longos períodos de distanciamento e tédio.

Mas o cúmulo dessa crise se dá bem no jantar de comemoração de 10 anos de casamento, quando uma reclamação de Arthur sobre a temperatura da comida se torna uma discussão de como o relacionamento entre os dois se tornou frio. O que devia ser uma festa para comemorar o amor, vira uma “lavação de roupa suja” entre os dois, com diversas frustrações vindo à superfície, como o fato de Amanda não querer ter filhos e Arthur estar desempregado, e não querer aceitar o emprego do pai dela. Nem mesmo um quadro da parede da casa deles escapa das reclamações de Arthur, que revela sempre ter odiado aquela pintura feia de rosas. Após a discussão, Amanda diz: “Acho que só tem um jeito de resolver isso” - ela pega o carro na garagem e vai embora chorando. O jantar de comemoração termina com o casamento por um fio.

Melancólico e frustrado, Arthur pega o telefone, procurando alguém para desabafar. Depois de passar pela lista de contatos e galeria de fotos, percebendo que se afastou de todos ao longo dos anos, a única pessoa que lhe presta “apoio” é CAIO, o irmão de Amanda. Embora seja tecnicamente seu único "amigo", é evidente que a amizade não é lá essas coisas - na verdade, Caio parece mais na chave “quero te zoar” do que ser um “ombro amigo”. Isso fica claro no bar, quando Caio não parece estar interessado em ouvir os problemas de Arthur, mas sim incentivá-lo a tomar um porre homérico e vergonhoso, e contar vantagens sobre sua própria vida perfeita. A cada gole, Arthur vai soltando como seu casamento esfriou

2

trecho restrito

O argumento completo está disponível mediante contato.

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Introdução

Durante muito tempo, as mensagens foram analisadas como o foco principal da comunicação de massa. A busca pela melhor interação entre emissor e receptor foi estudada por décadas e no decorrer destas, várias teorias foram criadas para explicar o pensar e o agir do homem diante da sociedade.

Em Frankfurt, onde surgiu uma dessas escolas, os pensadores criticavam o sistema econômico, os meios de comunicação e a população de uma forma geral, ao supor que esta seria alienada, não possuindo vontade própria devido a forma como a mensagem era passada – para eles, manipuladora.

Contra essa ideia de manipulação massiva, surgiu no Canadá uma corrente de pensamento que se focava basicamente nos meios de comunicação e na evolução destes. A base da discussão era ir contra a ideia da teoria da “bala mágica” e algumas outras teorias críticas, que sentiam um certo temor dos meios de comunicação - rádio e televisão, por exemplo.

Harold Innis e a Teoria Espaço/Tempo

Em 1940, Harold Innis publicou o primeiro trabalho sobre comunicação na forma de um artigo. Nele, Innis ressalta a importância da imprensa para o crescimento da economia, com ênfase na publicidade.

O encerramento deste artigo se deu com a implementação de um novo conceito de dimensão temporal, segundo o autor, os meios de comunicação aumentavam a velocidade de difusão das notícias fazendo com que o tempo fosse maximamente aproveitado.

Após esse período, Innis mudou seu pensamento e deixou de considerar que a comunicação de massa era a principal responsável pelo crescimento econômico, ao invés disso, ele passou a considerá-la como principal construtor da história da humanidade. Após essa concepção ele baseou toda sua obra no estudo da ascensão e da queda das civilizações relacionadas com os meios de comunicação predominantes na época.

Innis introduziu a teoria do espaço/tempo. Segundo ele, os meios de comunicação se dividem em dois tipos, os que priorizam o espaço e os que priorizam o tempo. Com a evolução dos materiais e a criação do papel (prioriza o espaço) os rumos da história foram mudados, pois a partir da sua rápida reprodução, mensagens puderam chegar de forma rápida aos lugares. O estudioso canadense também retratou o confronto entre os meios orais e visuais. O contato pessoal era mais utilizado nos meios orais, pois são necessários outros sentidos no ato da fala, como a visão e a audição. Porém, com a invenção da escrita, o sentido da visão tornou-se o mais relevante para a comunicação.

Marshall McLuhan e os Meios Como Extensões do Homem

Para Marshall McLuhan, o homem industrial tinha na cultura de massa um alicerce que fundamenta e caracteriza seus impulsos e necessidades. Professor de Literatura da Universidade de Toronto no Canadá e um grande pensador, tornou-se referência nos anos 60 pelo seu estudo e sua obra voltada para a cultura de massa e os meios de comunicação. Assim, o autor contrapunha-se a outros teólogos da época que criticavam a cultura de massa, pois, segundo ele, a verdadeira cultura não é aquela restrita apenas às elites intelectuais.

No livro Understanding Media: The Extensions of Man (Os meios de comunicação como extensões do homem, publicada em 1964), McLuhan diz que as tecnologias, que seriam consideradas extensões do homem, são qualquer artefato produzido pelo mesmo. Nascemos apenas com nossos sentidos, no entanto, vamos construindo e incorporando, ao longo da vida, ferramentas que os aperfeiçoam – as chamadas “extensões". Para o autor, uma extensão ocorre quando um indivíduo faz, ou utiliza, algo de maneira que amplie o alcance do corpo e da mente humana de uma nova forma.

Na obra, o estudioso buscou distinguir as mídias de acordo com o grau de participação que exigem das pessoas que as consomem, classificando-as como "hot and cool" (gírias provenientes do jazz). Segundo ele, existem diversos tipos de mídia que coexistem e interagem entre si. Os meios quentes são aqueles que não exigem grande grau de participação da audiência para compreensão da mensagem. Estes prolongam um único sentido e possuem alta definição. Já os meios frios requerem grande participação para a construção de sentido, prolongam mais de um sentido (audição e visão por exemplo) e possuem baixa definição. Logo, os meios frios envolvem vários sentidos simultaneamente e disponibilizam menos informações, exigindo a intervenção do espectador para interpretar e completar livremente os vazios deixados pelas mídias, ao passo que os meios quentes não fomentam a imaginação, pois já comunicam de forma explícita e intensa.

Nas palavras de McLuhan:

“Há um princípio básico pelo qual se pode distinguir um meio quente de um meio frio, como o rádio, do telefone, ou o cinema, da televisão. Um meio quente é aquele que prolonga um único de nossos sentidos e em alta definição, enquanto um meio frio prolonga em baixa definição.”

São exemplos de meios quentes a fotografia, o rádio, o cinema, o livro, o papel e a escrita alfabética.

Já um meio frio é aquele que se prolonga em baixa definição, oferecendo uma quantidade menor de dados; uma menor saturação. Assim sendo, exige maior ação participativa da audiência para preencher e completar a informação com aquilo que ela imagina e compreende de um todo. Justamente por não estar totalmente completo, um meio frio permite maior participação do que um meio quente.

O telefone, a televisão e as caricaturas ou desenhos, a fala e meios pesados e maciços usados para a escrita como a pedra são exemplos de meios frios.

As sociedades também podem ser categorizadas como quentes e frias. As sociedades em desenvolvimento seriam as sociedades frias e as sociedades desenvolvidas as sociedades quentes. Com a influência dos meios quentes e frios, podem-se programar culturas inteiras na direção de que seu clima emocional se mantenha estável e equilibrado.

Estudos dos Meios

Até a metade do século 20, muitos teóricos da comunicação se preocupavam com a fórmula emissor-mensagem-receptor e os efeitos provocados por esta combinação, não dando a importância devida ao meio, que ainda era tratado somente como canal de comunicação, com funções específicas e pouca influência sobre as informações transmitidas. Mas essa percepção seria ultrapassada.

Em Toronto, no Canadá, Harold Innis e Marshall McLuhan percebiam os meios não apenas como estruturas técnicas de transmissão de mensagens, mas como influenciadores diretos, sendo responsáveis pela produção, controle e disseminação da informação.

Se pensar, por exemplo, na Revolução Escrita, percebe-se que o meio de comunicação altera também a sociedade como um todo, sendo impossível esse ser observado apenas de maneira funcional. A cultura e a mente humana mudam de acordo com o meio vigente.

E quando se fala de uma mudança da mente humana, se fala nos sentidos de uma forma geral, que podem ser aguçados e potencializados. Quanto mais o homem exige informações, mais o meio exige do homem fisicamente. É por essa conexão que os meios se transformam na extensão do próprio corpo humano.

Conclusão

As contribuições de Harold Innis e Marshall McLuhan trouxeram uma compreensão inovadora sobre os meios de comunicação. Eles deslocaram o foco da mensagem para o meio, revelando como as tecnologias moldam a história, os sentidos humanos e a cultura. A distinção entre meios quentes e meios frios, bem como a teoria espaço/tempo, oferece ferramentas valiosas para entender a evolução da comunicação e suas implicações sociais.